Ficas - Compartilhando conhecimentos, transformando pessoas e organizações

Compartilhando conhecimentos, transformando pessoas e organizações

FICAS em Ação nº 76 - Julho 2019

"Café com Espiral" promove rodas de conversa sobre direitos humanos
FICAS, Católicas pelo Direito de Decidir e Rede Ecumênica da Juventude realizam encontros sobre liberdade religiosa, igualdade de gênero e racial, em São Paulo.

FICAS, Católicas pelo Direito de Decidir e Rede Ecumênica da Juventude realizam entre julho e agosto o evento "Café com Espiral: Cultura de Paz e Direitos Humanos", inspirado pelo 16º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, das Nações Unidas. Com temas como identidade de gênero, equidade racial e diversidade religiosa, a primeira roda de conversa aconteceu no dia 29 de julho e as próximas serão realizadas nos dias 5 e 12 de agosto de 2019, na sede do FICAS, em São Paulo.

Os encontros são gratuitos e destinados a representantes de organizações da sociedade civil, grupos, coletivos, institutos, fundações, empresas, estudantes e demais interessadas/os. As rodas abordam temas de importância no campo de direitos humanos e os desafios enfrentados na atual conjuntura política. Confira todos os palestrantes aqui.

O encontro sobre identidade de gênero contou com a presença das convidadas Tabata Tesser, das Católicas pelo Direito de Decidir, e Jussara Basso, do MTST - Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, e foi uma manhã rica e de muita troca! “Um debate necessário e urgente falar de igualdade de gênero e trazer a interseccionalidade religiosa. É impossível falar do avanço da luta feminista no Brasil sem fazer o recorte religioso que atravessa a vida de tantas mulheres que ainda sofrem com a violência doméstica, com a desigualdade salarial, com o feminicídio e com o avanço do ódio”, afirma Tabata, conselheira nacional da organização.

"O FICAS acredita no compartilhar conhecimento e no fazer junto, por isso estamos muito felizes em contar com o apoio de todas estas parceiras/os e convidadas/os para a realização deste Café com Espiral. Também acreditamos que estas pautas de direitos humanos são de suma importância no contexto atual", afirma Andreia Saul, idealizadora e fundadora do FICAS.

Gratuitos, os eventos seguem com inscrições para os últimos encontros.

Veja a opinião de quem participou:
"Neste momento no Brasil, falar de gênero, de mulheres, de diversidade sexual, é quase ir contra a corrente, uma resposta de resistência. A corrente atual está chamando ao retrocesso, ao conservadorismo, e o tema já é desconhecido de muita gente, mas se torna ainda mais complexo. Eu tenho mestrado em gênero, trabalho com migração e gênero e sou militante feminista há 20 anos, mas conhecimento a gente nunca para de adquirir! Foi muito bacana participar dessa roda de conversa, que é um formato que permite diversos olhares. Havia representante de militâncias, do movimento dos sem teto, mulheres que trabalham a religiosidade, nas políticas públicas, em organizações da sociedade civil, enfim, diversos atores que garantem a riqueza das trocas. Parabenizo a iniciativa e acredito que este é o tipo de espaço que temos que cuidar e ampliar, porque são poucos hoje dia e são muito ricos!".
Soledad Requena, do CAMI - Centro de Apoio Pastoral ao Imigrante e do Promigra - Programa de extensão universitária da faculdade de direito da USP.

"Esse tipo de evento é de suma importância. Há uma troca muito franca, de forma a aprofundar as questões que estamos lidando como país. Os temas dos diálogos foram muito bem escolhidos e o de gênero me atraiu em especial, porque penso que é uma questão central, estrutural nas desigualdades e injustiças do mundo inteiro, mas no Brasil da atual conjuntura mais ainda".
Helda Abummanssur, consultora de organizações da sociedade civil.

> Conheça os parceiros: www.catolicasonline.org.br e http://reju.org.br/.
> Confirma mais fotos do evento em nosso Facebook.

(Foto: João Vitor Machado/FICAS)


Festival ABCR 2019: é dada a largada para o Marco Bancário da Doação
O FICAS apoiou institucionalmente o evento promovido pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos em São Paulo, no mês de junho.

Com mais de 800 participantes, a 11ª edição do Festival ABCR teve seu recorde de público. Com o tema "O Futuro da Captaçāo de Recursos no Brasil do Futuro", a conferência de mobilização de recursos aconteceu entre os dias 9 e 11 de junho de 2019, em São Paulo. O objetivo do evento era debater e trocar conhecimento sobre como mobilizar mais recursos para as organizações da sociedade civil e suas causas e teve como ponto alto a assinatura do projeto de lei do Marco Bancário da Doação.

Foram mais de 100 palestrantes e a programação da edição de 2019 incluiu 85 atividades dentre plenárias, sessões paralelas e masterclasses, divididas nos seguintes eixos: Comunicação e Engajamento; Cultura de Doaçāo; Geraçāo de Renda e Negócios de Impacto; Gestão e Liderança; Parcerias Empresariais; Mobilização de Muitos; Transparência e Confiança; Tecnologias Emergentes; Mobilização de Grandes Valores; Marco Regulatório.

Neste ano, o FICAS foi apoiador institucional do evento promovido pela ABCR - Associação Brasileira de Captadores de Recursos, dando continuidade a uma parceria que vem de outros anos. João Vitor Machado, da área de Mobilização de Recursos da organização, também participou do festival e pode conferir de perto todas as novidades.

"O formato do evento em si foi bastante interessante. Os palcos estavam montados um ao lado do outro e o participante podia sintonizar a palestra que mais lhe interessava, mas também podia dar uma conferida no que estava passando nos outros palcos", conta João. "Participar deste tipo de festival é muito importante, pois faz a gente ter muitos insights! Até mesmo de coisas que a gente já sabe, mas acaba não aplicando no dia a dia. Gostei especialmente dos conteúdos sobre editais, com destaque para a palestra da Ponte a Ponte, e também saber mais sobre o marco bancário, que acredito ser um avanço para o setor social", completa.

O texto sobre o Marco Bancário da Doação, assinado no dia 10 de junho, durante a abertura oficial do Festival, altera a expressão “Sistema de Pagamentos Brasileiro” para “Sistema Brasileiro de Movimentações Financeiras” na legislação. Assim, as doações serão reconhecidas como transações financeiras diferentes das operações de pagamentos, permitindo que o setor possa construir seus próprios instrumentos para receber doações, sem a obrigatoriedade de usar os meios pensados para as relações comerciais.

> Confira o site oficial do evento: https://festivalabcr.org.br/.

(Foto: João Vitor Machado/FICAS)


FICAS participa de encontros com Instituto C&A e parceiros
Eventos tiveram foco nas mulheres da cadeia produtiva da moda no Brasil.

O mês de julho foi marcado por eventos com foco nas mulheres da cadeia produtiva da moda no Brasil, pelo fio condutor da parceria do FICAS com o Instituto C&A. Nos dias 1 e 2, Andreia Saul, idealizadora e fundadora do FICAS, desembarcou no Rio de Janeiro para participar do "I Diálogo ELAS na Moda e Sem Violência", promovido pelo ELAS Fundo de Investimento Social e pelo Instituto.

Participaram especialistas, ativistas e produtoras do mundo da moda, além de representantes de organizações da sociedade civil. Um dos principais objetivos do encontro foi escutar as participantes sobre as ações que estão realizando nessa temática e os desafios que vem enfrentando no intuito de subsidiar o edital ELAS na Moda e Sem Violência.

Já nos dias 10 e 11 de julho, Andreia também participou de um encontro entre parceiros do Instituto C&A, em São Paulo. O evento abordou, entre outros temas, estratégias para transformações protagonizadas por mulheres que trabalham no setor de moda brasileiro.

"Participar desses dois encontros ao lado de mulheres que estão transformando suas realidades foi um presente, em especial frente a esse contexto que estamos vivendo no Brasil. Ao mesmo tempo que me energizei com o compartilhamento de experiências, também fiquei inquieta com a necessidade de fortalecimento institucional dos grupos, coletivos e associações – é preciso trazer cada vez mais essa temática para a pauta e agregar investidores para que trabalhos fundamentais não deixem de existir", compartilha Andreia.

Neste ano de 2019, o Instituto C&A voltou a ser parceiro do FICAS, somando esforços ao lado da Fundação Avina no apoio a mulheres e coletivos de migrantes, muitas das quais trabalham com costura em São Paulo. O instituto já havia estado ao lado do FICAS em momentos importantes, como a realização de quatro edições do Programa Motirõ, que aconteceram em Recife (PE), João Pessoa (PB) e Fortaleza (CE), entre 2012 e 2015.

> Saiba mais sobre o Instituto C&A e o Fundo ELAS.

(Foto: acervo FICAS)


Dica FICAS: de olho na comunicação!
Como driblar problemas tecnológicos externos que deixam as redes sociais fora do ar.

Neste ano de 2019, os usuários de redes sociais, em especial as pertencentes à empresa de Mark Zuckerberg (Facebook, Instagram e WhatsApp), vivenciaram problemas de funcionamento. O mais recente aconteceu na primeira semana de julho e impossibilitou para a maioria dos consumidores e produtores de conteúdo vizualizarem ou publicarem postagens contendo imagens, vídeos ou áudios.

As mídias sociais se popularizaram nas últimas décadas, por sua fácil utilização e gratuidade nos primeiros anos, revolucionando a maneira de se produzir e consumir conteúdo, registrar eventos e coordenar ações. Por seu baixo custo, tais ferramentas foram essenciais para estruturar a comunicação de muitas organizações da sociedade civil, associações e coletivos.

"Apesar de todos os benefícios, muitas das redes mais populares atualmente fazem parte de uma mesma empresa, o que acarreta um certo controle financeiro, com o aumento da necessidade de postagens pagas para um alcance efetivo do público, e também um alto impacto das falhas tecnológicas, como esta que aconteceu agora em julho", afirma Paula Rodrigues, responsável pela Comunicação do FICAS.

Como driblar o problema
O FICAS acredita que a comunicação é uma ferramenta de gestão essencial para o bom funcionamento das organizações, por isso, selecionamos algumas sugestões sobre como manter ativa a comunicação institucional, sem depender exclusivamente das redes sociais:

1. Manter um site ou blog
Ainda que muitas vezes sem o dinamismo das redes sociais, os sites (e blogs) são um verdadeiro porto seguro das informações da instituição. Eles manterão no ar os dados institucionais essenciais como endereço, contatos, história, missão, atuação, entre outros.
2. Ter uma conta de mail marketing (e/ou uma assessoria de imprensa)
Uma conta de e-mail institucional é um canal de diálogo aberto com o público, por onde podem ser divulgadas as informações desejadas – inclusive aquelas urgentes em dias sem redes sociais. Na possibilidade financeira de contratar uma assessoria de imprensa, ela poderá ficar responsável pelas divulgações necessárias, ainda que também não tenha influência no funcionamento das mídias sociais.
3. Utilizar o maior número de canais possível
E, como "o seguro morreu de velho", uma boa estratégia também pode ser manter ativos o maior número de canais de comunicação possível, desde que seja viável atualizá-los periodicamente. Cada veículo costuma conversar melhor com determinados perfis de públicos e também podem ser alternativas em momentos de problemas tecnológicos.

Conhece os canais de comunicação do FICAS?
Site: www.ficas.org.br. Facebook. Instagram, LinkedIn, Twitter, e-mail comunicacao@ficas.org.br e telefone: (11) 3045-4313.

O FICAS em Ação é um informativo mensal que reúne notícias sobre os programas, assessorias e ações do FICAS. 
Para receber os informativos por e-mail, escrever para comunicacao@ficas.org.br.
Jornalista responsável: Paula Rodrigues