Ficas - Compartilhando conhecimentos, transformando pessoas e organizações

Compartilhando conhecimentos, transformando pessoas e organizações

FICAS em Ação nº 70 - Mar / Abr 2018

Projeto Cambará 2018 marca presença em comunidades
A 5ª edição da parceira entre FICAS e Instituto Alcoa terá turmas em Juruti, São Luís e Poços de Caldas.

A edição 2018 do Projeto Cambará fez sua estreia no dia 20 de março no polo mineiro da parceria entre o FICAS e o Instituto Alcoa. Representantes de 20 organizações de Poços de Caldas, Andradas e Divinolândia participaram do encontro de apresentação da iniciativa, que tem foco no fortalecimento institucional.

"Nós da AMAS tivemos o privilégio de participar desde a 1ª edição do Cambará em Poços e, se olharmos nossa linha cronológica, o ganho que tivemos foi incrível! É um trabalho de muito impacto na região, belíssimo mesmo, com profissionais excelentes, que ampliou demasiadamente nossa visão como instituição", conta Vileide Soares Camargos, do CIADI – Centro Integrado de Atendimento Diurno ao Idoso (AMAS - Associação Metodista de Ação Social), do polo de Poços de Caldas (MG). "Pelo cronograma, nesta edição haverá um aprofundamento em duas temáticas muito importantes para as organizações, que são a avaliação e a mobilização de recursos. Já estamos ansiosos por saber mais!", diz.

Esta 5ª edição também terá dois polos em Juruti (PA) e dois em São Luís (MA). Os temas centrais da formação em Minas Gerais serão avaliação e mobilização de recursos. Já as turmas maranhenses darão o pontapé inicial em abril e terão como enfoque o "Desenvolvimento de Projetos" e "Gestão e Liderança".
 
Uma novidade desta edição serão as duas turmas que acontecerão dentro de duas comunidades da região de Juruti, que terão como objetivo contribuir para que diferentes atores sociais locais se organizem e realizem ações concretas em prol de seus territórios. Os encontros de apresentação aconteceram no início de abril e foram destinados a representantes de associações, escolas, postos de saúde, jovens, entre outros. Também haverá atividades abertas a toda a comunidade ao longo do projeto.  

"A parceria com o FICAS já dura 5 anos e é ótima! A equipe é muito prestativa, conhece a fundo os temas trabalhados, a metodologia, o formato dos encontros. Os resultados são excelentes! Eu acredito que este é um dos melhores projetos que temos hoje no instituto", afirma Maria Cristina Gonçalves, Consultora de Assuntos Institucionais - Alcoa Poços de Caldas. "Tenho certeza que é muito enriquecedor para as instituições e posso dizer que, toda vez que participo dos encontros, aprendo coisas novas. Também identificamos que as instituições que participaram do Cambará, quando apresentam projetos para a Alcoa, melhoram a cada ano a maneira como escrevem os projetos, os objetivos, os indicadores e isto também vem viabilizando iniciativas em outros editais", completa.  

Sobre o Cambará
A inspiração metodológica e que dá nome ao Projeto Cambará é um arbusto sul-americano que produz flores o ano todo. O conteúdo será desenvolvido por meio de uma metodologia teórico-prática, marca registrada do FICAS, em cinco estações que acontecerão de abril a outubro.

O Projeto faz parte do Programa de Apoio a Projetos Locais do Instituto Alcoa e tem como objetivo fortalecer o papel estratégico das organizações da sociedade civil nas comunidades onde atuam. Em edições anteriores, além dos polos de 2018, participaram turmas nas cidades de Itapissuma (PE), Tubarão (SC), Santo André (SP) e São Paulo (SP).

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(Foto: Kyara Muniz/ FICAS)



FICAS realiza atividade em seminário para imigrantes
O convite foi feito pela Fundación Avina, uma das apoiadoras do evento organizado pelo Instituto Migrações e Direitos Humanos em Brasília (DF).

Entre os dias 14 e 15 de março de 2018, aconteceu em Brasília (DF) o "Seminário de capacitação sobre trabalho digno como via de integração para solicitantes de refúgio, refugiados, imigrantes e apátridas", organizado pelo Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH), com apoio do CONARE/Secretaria Nacional de Justiça/Ministério da Justiça. O encontro reuniu cerca de 70 participantes, sendo 41 migrantes e refugiados de 11 nacionalidades, vindos de países como Síria, Gana, Senegal, Congo, Colômbia, Bolívia, Venezuela, Haiti, entre outros.

Por meio de mesas redondas, palestras e trocas de experiências, o evento deu atenção especial à questão da prevenção ao trabalho escravo e o estímulo ao associativismo e formas de geração de renda. Outro objetivo foi motivar a organização de uma rede de apoio entre os próprios imigrantes, fortalecer lideranças, solidariedade, apoio mútuo e caminhos de participação social.

No segundo dia do seminário, o FICAS realizou atividades em parceria com a Fundación Avina, estimulando o grupo, entre outros aspectos, a pensar maneiras de dar continuidade a um trabalho em rede. "Os migrantes que participaram sentiram-se apoiados, suas vozes foram amplificadas, suas experiências de vida reconhecidas, seus papéis no mundo foram fortalecidos... Quando alguém migra em situação de vulnerabilidade, uma das principais frentes a resgatar é seu sentido de pertencimento, seu espaço especial no mundo e o seminário foi profundamente inspirador nesse sentido!", afirma Ofelia Ferreira da Silva, coordenadora do Programa de Migrações da América do Sul da Fundación Avina.

"Esta parceria com o FICAS foi uma experiência ímpar! O processo foi enriquecedor e gerou ótimas aprendizagens para a equipe técnica do IMDH. Além disso, a abordagem sedimentou uma nova parceria entre o FICAS e a temática migratória. Esperamos poder contar com a experiência e o talento de sua equipe para repetir a inspiração do encontro de Brasília em outros momentos e lugares do país no futuro!", diz Ofelia.

Rosita Milesi, diretora do IMDH, também avaliou as atividades de forma positiva. Para ela, o Seminário criou um espaço de fortalecimento da rede de apoio entre os próprios imigrantes e lançou sementes para formas de articulação nacional e estímulo ao desenvolvimento de lideranças, assim como um sentimento de solidariedade mútua e de caminhos de participação social. "Sem dúvida, a parceria entre a Fundación Avina e o FICAS foi um presente, pois trouxe dinâmicas integradoras, que geraram novo ânimo, elevação da autoestima e valorização do potencial de cada pessoa. As atividades propiciaram a corajosos e tímidos a oportunidade de darem sua contribuição, de vivenciarem momentos criativos e produtivos. A metodologia adotada gerou propostas ricas e fortaleceu o protagonismo dos participantes", conta irmã Rosita.

> Confira fotos do encontro no Facebook do FICAS.
> Saiba mais sobre a Fundación Avina e o IMDH.

(Foto: Andreia Saul/ FICAS)


FICAS participa do Fórum Social Mundial 2018 em Salvador
O evento teve como tema "Resistir é criar, resistir é transformar". Representante do FICAS acompanhou a programação geral e esteve envolvido em atividades com parceiros.

A capital baiana recebeu, entre os dias 13 e 17 de março, a edição 2018 do Fórum Social Mundial - "Resistir é criar, resistir é transformar", que contou com seminários, plenárias, oficinas, atividades culturais e conferências, além de marchas e atos pela cidade. Franklin Felix, coordenador político-estratégico do FICAS, viajou até Salvador (BA) para acompanhar o evento e realizar atividades em parceria com a Abong - Organizações em Defesa dos Direitos e Bens Comuns e com a APCE.

Como parte da coordenação colegiada da Abong Regional São Paulo, participou do "Encontro Internacional Novos Paradigmas", realizado pela Abong em parceria com a ISER, DKA, Fastenopfer, Fundação Rosa de Luxemburgo, Misereor e União Europeia, além de mediar e fazer a relatoria das "Oficinas de Práticas Alternativas: Práticas do Bem Viver e dos Comuns - Casos de Mineração" e "O papel da sociedade civil na implementação dos ODS - Agenda 2030".

Também estava programada a oficina "Caminhos para a gestão de conflitos nas práticas das organizações da sociedade civil", que seria realizada com a APCE, porém, em decorrência do assassinato da ativista dos direitos humanos e vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, a atividade não aconteceu. A programação foi suspensa em prol de atos de homenagem e protestos por sua morte. Há, contudo, um desejo por parte das duas organizações de levar a oficina para São Paulo, com data a ser definida.

"O Fórum é um evento organizado por movimentos sociais de muitos continentes, com objetivo de elaborar alternativas para uma transformação social global. Há uma consciência coletiva de que estamos no limiar de rupturas políticas, sociais, econômicas e ambientais. O momento histórico requer atitudes inovadoras, compromissos coletivos e solidariedade e por esse motivo, o FSM reuniu pessoas e organizações do mundo inteiro pelo bem viver. Depois de quase uma semana de atividades, desembarquei em São Paulo com a crença ainda mais forte de que 'um outro mundo é possível'. Voltei com a vontade de contribuir ainda mais para a construção de um mundo mais justo e igualitário, assim como o FICAS acredita!", declarou Franklin.

Sobre o FSM
O Fórum Social Mundial voltou ao Brasil após uma fase de intensos debates sobre o futuro das lutas sociais e do próprio processo do fórum, com a perspectiva de servir aos movimentos de resistência das jovens democracias na América Latina. O FSM nasceu em 2001 por meio de organizações e movimentos sociais que se auto-convocaram para um grande encontro em Porto Alegre (RS), em contraposição ao neoliberalismo representado pelo Fórum Econômico Mundial, que ocorria ao mesmo tempo em Davos (SUI).

Com as primeiras edições na capital gaúcha (2001, 2002, 2003 e 2005), o FSM percorreu o mundo com encontros em Mumbai (IND), Caracas (VEN), Karashi (PAQ), Bamako (MAL), Nairobi (QUE), Belém (PAL), Dacar (SEN), Tunis (TUN) e Montreal (CAN), além de edições temáticas, regionais e continentais. Ao Norte da África, a construção de duas edições mundiais foi parte dos acontecimentos da chamada "Primavera Árabe". No Canadá, teve pela primeira vez sua realização em um país do Norte, com forte protagonismo da juventude.

> Leia mais: www.fsm2018.org.
> Saiba mais sobre a Abong.


Programa de Formação em Gestão chega à sua 14ª edição
A iniciativa gratuita é voltada a organizações da sociedade civil da Região Metropolitana de São Paulo e contará com a parceria técnica de Paola Marinoni.

Entre os meses de fevereiro e março de 2018, o FICAS convidou organizações da sociedade civil da Região Metropolitana de São Paulo para participar do edital de seleção para seu Programa de Formação em Gestão, um dos pilares da criação da instituição. O programa, que em 2018 contará com a parceria técnica de Paola Marinoni, tem como objetivo aprimorar a gestão das organizações, promover a troca de experiências, a articulação e ainda estimular o fortalecimento de suas visões estratégicas.

"Conduzimos o processo seletivo, entre o final de março e o começo de abril, para definir as 10 instituições que participarão do programa neste ano. O grupo está bem diverso e inclui desde organizações de base comunitária até instituições que estão inseridas em negócios sociais", conta Cintia Kogeyama, uma das responsáveis pela seleção no FICAS. A turma desta 14ª edição, composta por dois representantes de cada organização, além de atores sociais convidados, pode ser conferida aqui.

Com estreia no dia 16 de abril e encontros quinzenais, a formação presencial acontecerá até outubro na sede do FICAS, em São Paulo, além de contar com mais seis meses de acompanhamento. Os conteúdos centrais do programa são: Gestão estratégica, participação e sustentabilidade; Papel da organização, missão, valores, visão e objetivos estratégicos; Governança, liderança e gestão da equipe; Mapeamento do entorno sociocomunitário; Contexto e tendências regionais e nacionais; Ferramentas de gestão (planejamento, gestão de recursos, desenvolvimento de projetos, comunicação, mobilização de recursos e avaliação); Legislação do terceiro setor e Atuação articulada.

Depoimentos de participantes de edições anteriores:
“A formação agregou muitos conhecimentos sobre gestão, acabou com alguns paradigmas e ampliou meu conhecimento sobre o terceiro setor. A troca com as outras instituições também é muito importante, me possibilitou entender mais como as organizações funcionam e isso pode aprimorar o trabalho na minha instituição. A apresentação do plano de gestão e a negociação com parceiros ajudaram a fixar os conhecimentos, mas eu gostaria de destacar as dinâmicas e atividades dos encontros formativos, que fizeram toda a diferença”.
Elvis Ferreira, do CDI – Centro para a Democratização da Informática, São Paulo. Participante da 11ª edição do Programa de Formação em Gestão (2013).

"Aprendi com todo o grupo a como gerir uma organização social de forma mais participativa, a importância do envolvimento da comunidade e dos funcionários na tomada de decisões, além da comunicação entre todos os envolvidos neste processo de gestão. Também achei excelentes e necessários os encontros com especialistas! O que me chamou mais a atenção foi o de avaliação, porque durante a execução de um projeto, a avaliação faz toda a diferença no resultado final".
Francisco Edinardo do Nascimento, da Associação Santa Cecília, São Paulo. Participante da 13ª edição do Programa de Formação em Gestão (2015).

> Confira fotos das atividades do Programa de Formação em Gestão aqui.

(Foto: Paula Rodrigues/ FICAS)



O FICAS em Ação é um informativo mensal que reúne notícias sobre os programas, assessorias e ações do FICAS. 
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Jornalista responsável: Paula Rodrigues