Ficas - Compartilhando conhecimentos, transformando pessoas e organizações

Compartilhando conhecimentos, transformando pessoas e organizações

FICAS em Ação nº 68 - Nov / Dez 2017

4ª edição do Projeto Cambará teve polos no Maranhão, Minas Gerais e Pará
Parceria entre FICAS e Instituto Alcoa é voltada ao fortalecimento de organizações da sociedade civil de comunidades onde a Alcoa está presente.

A 4ª edição do Projeto Cambará chegou ao fim neste mês de novembro de 2017 nas cidades de Juruti (PA), Poços de Caldas (MG) e São Luís (MA). A iniciativa é realizada pelo FICAS em parceria com o Instituto Alcoa e tem como objetivo fortalecer o papel estratégico das organizações da sociedade civil nas comunidades onde atuam. O projeto faz parte do Programa de Apoio a Projetos Locais do instituto e é direcionado a instituições de localidades onde a Alcoa está presente.

Com turmas de até 25 organizações, a formação teve duração de cinco módulos com encontros de até dois dias e meio. As atividades presenciais deste ano começaram em março e contou com temáticas diferentes em cada cidade: uma turma de “Gestão e Liderança” em Juruti (PA), um grupo de “Fortalecimento Institucional” com organizações que já passaram pelo projeto nas edições anteriores em Poços de Caldas (MG) e, por fim, duas turmas em São Luís (MA), sendo uma de “Desenvolvimento de Projetos” e outra de “Gestão e Liderança”.

"Participamos do Cambará em 2014 e agora em 2017. Foi extremamente rico! Ampliou minha visão de mundo, de conhecimentos, de pessoas, de instituição, de mobilização... Até mesmo temas que a gente pensa saber, como a comunicação, quando vê o enfoque das facilitadoras, as dinâmicas, o trabalho em grupo, pensa 'nossa, que coisa fantástica!'. Eu nunca tinha visto a amplitude deste tema na prática", afirma Vileide Soares Camargos, psicóloga do CIADI – Centro Integrado de Atendimento Diurno ao Idoso (AMAS - Associação Metodista de Ação Social), do polo de Poços de Caldas (MG). "Um dos aspectos mais gratificantes é o contato com as outras instituições, as trocas e compartilhamento de experiências. As facilitadoras, então, são sensacionais, nasceram para isso! Porque não é apenas passar o conhecimento, é uma didática, uma simpatia, uma interação com a gente. Fenomenal!", completa.

Atividades de encerramento
Neste ano, o polo de Poços de Caldas contou com uma novidade: a realização dos "Intercâmbios Metodológicos", momentos de troca em que as organizações puderam visitar umas às outras e conhecer mais de perto suas instalações e os projetos desenvolvidos. Ao todo, foram oito intercâmbios em oito instituições diferentes. Na 5ª estação da cidade mineira, as organizações apresentaram o plano de fortalecimento institucional, elaborado durante a formação, para uma banca composta por parceiros. Ao final de cada apresentação, os participantes receberam uma devolutiva com o intuito de contribuir para este fortalecimento.

Em São Luís, a turma de ”Gestão e Liderança“ encerrou com o tema Planejamento e elaborou um esboço de plano de ação, que será levado às organizações com o objetivo de ampliarem suas ações. A despedida foi um momento emocionante, marcado por uma roda de agradecimentos. Já a turma de ”Elaboração de Projetos“ apresentou os projetos construídos ao longo de toda a formação também para uma banca de parceiros.

Já em Juruti, a turma finalizou as atividades do Cambará com um roteiro de visitas a todas as organizações que completaram a formação. Foram 11 visitas realizadas em um dia e meio, durante o qual os participantes puderam vivenciar mais de perto o dia a dia das instituições e trocar experiências, fortalecendo os ânimos e iniciando o trabalho de uma rede local.

Depoimentos de outros participantes do Cambará 2017:
"Eu me sinto muito feliz de ter conhecido o Projeto Cambará, porque eu pude ter a convicção de que nós temos algo dentro que as pessoas podem despertar. Me trouxe uma melhoria de vida, eu não tinha como me expressar em público, pela timidez, e o Cambará me fez sair do casulo. Eu agradeço muito aos meus instrutores, a todos estes dias em que nós estivemos juntos... Pena que o tempo é muito pouco, queríamos mais!".
Antonia Pereira Costa, da Associação de Moradores Recanto dos Signos Adjacências, participante do polo de São Luís (MA).

“Fiquei feliz em aprender tantas coisas no Cambará, que, com certeza, vou levar para minha instituição. Aprendemos muito a conhecer a realidade das outras organizações, que nem sabíamos que existiam, e hoje temos mais disposição em ajudar, apoiar e crescer”.
Laudelina Ramos Batista, Associação Beneficente de Juruti – PROVISÃO, participante do polo de Juruti (PA).

"Nos encontros do Cambará, eu me inspiro, tenho várias ideias para executar nas organizações onde eu atuo. Como costumo falar muito, considero que também aprendi a escutar mais, porque é um grupo grande de pessoas e, com isso, ouvindo as outras pessoas, as vivências, os exemplos, mesmo que seja uma prática diferente da nossa, a gente acaba aprendendo mais. É um dos diferenciais da formação em grupo. Outro destaque é o trabalho das facilitadoras, sempre com o cuidado de trazer o conteúdo de uma forma diferente, lúdica, para todos entenderem e participarem".
Rafaela Jacon Dutra, da Guarda-chuva, participante das edições de 2016 e 2017 do polo de Poços de Caldas (MG).

> Confira fotos do Projeto Cambará no Facebook do FICAS.
> Saiba mais sobre o Instituto Alcoa.

(Fotos: acervo FICAS)


FICAS finaliza assessoria em avaliação para projetos do Instituto Sou da Paz
A avaliação de processos e resultados foi realizada para dois projetos desenvolvidos em São Paulo e teve duração de 12 meses.

Nesse mês de dezembro de 2017, com a entrega dos relatórios da avaliação, o FICAS finalizou a assessoria ao Instituto Sou da Paz. Uma das características desse trabalho, que teve duração de 12 meses, foi a realização de um processo avaliativo participativo e formativo, envolvendo tanto a equipe do Instituto como os demais atores dos projetos para que pudessem se apropriar da metodologia e dos resultados gerados e, assim, aprimorar seu trabalho.

Foram avaliados os projetos “Adolescentes em alta vulnerabilidade: novas tecnologias para antigos dilemas (SMSE-MA)”, desenvolvidos com o Serviço de Medida Socioeducativo em Meio Aberto ALPS – Associação de Lutas e Promoção Social, na zona norte de São Paulo, e o “Fortalecendo a prestação de serviços à comunidade (PSC)”, desenvolvido com os três serviços de medida em meio aberto da Brasilândia/Freguesia do Ó e seis Unidade Acolhedoras. Esta parceria do FICAS com a o Instituto teve início em agosto de 2016, com uma escuta com as instituições envolvidas. A análise final dos dados obtidos ao longo do processo e a entrega dos relatórios foram os últimos passos.

Os principais resultados da avaliação do projeto “Adolescentes em alta vulnerabilidade: novas tecnologias para antigos dilemas (SMSE-MA)” foram apresentados para o ALPS, resultando em um diálogo rico, não apenas sobre o processo avaliativo, mas principalmente sobre a formação com o Instituto.

"As equipes dos projetos não apenas apoiaram os avaliadores na aplicação dos instrumentos, como foram protagonistas em todas as etapas, aprendendo, construindo, analisando e dialogando sobre os resultados. Estiveram envolvidas nas etapas iniciais da construção e validação da matriz avaliativa e dos instrumentos de coleta de dados, e foram as primeiras a ‘olhar’ e opinar sobre os resultados colhidos no processo", afirma Andreia Saul, diretora executiva do FICAS e responsável pelas avaliações. "Acreditamos que o resultado mais importante da avaliação é a aprendizagem coletiva, que amplia o olhar dos envolvidos. Além disso, desmistifica o processo avaliativo, mostrando para os participantes que são capazes de construir indicadores, analisar dados e interpretar os resultados, podendo colocar no seu dia a dia um monitoramento estruturado dos projetos", completa.

“Através da avaliação e do monitoramento das nossas práticas é possível acertar o rumo das atividades, buscando o alcance dos objetivos propostos no plano de trabalho. Com a equipe do FICAS, vimos aprendendo a avaliar projetos numa perspectiva que, efetivamente, contribui para as equipes envolvidas na ação e, em especial, para o público ao qual propomos parceria. É, para nós, um novo modo – interessante e real – de se pensar o conceito de avaliação”, afirmara Beatriz Saks e Danielle Tsuchida, coordenadoras de projeto do Instituto Sou da Paz, em entrevista realizada em junho.

> Para saber mais sobre o instituto, acesse: www.soudapaz.org.

(Foto: Andreia Saul/ FICAS)


Chega ao fim a edição de estreia do Projeto Semeando, parceria com o Instituto InterCement
Iniciativa foi realizada em três polos com o objetivo de fortalecer os Comitês de Desenvolvimento Comunitário.

As cidades de Apiaí (SP), Candiota (RS) e Nova Santa Rita (RS) receberam, entre os meses de outubro e novembro de 2017, os encontros de encerramento da 1ª edição do Projeto Semeando, uma parceria do FICAS com o Instituto InterCement. Com início em abril e encontros trimestrais, a formação teve como objetivo fortalecer os Comitês de Desenvolvimento Comunitário (CDCs) a fim de contribuir para sua autonomia.

Os comitês são formados por representantes dos funcionários/as da empresa, secretarias municipais (educação, saúde e ação social) e organizações e associações comunitárias. Cada polo contou com a participação de 12 a 20 integrantes. "Muitos aspectos observados na rede de atendimento dos municípios são resultados da execução de projetos que nasceram a partir da atuação do CDC. Participo do comitê do território de Apiaí e Itaoca desde o final de 2014 e é notória a diferença no avanço do processo de articulação e desenvolvimento comunitário", afirma Mariana Ferraz de Camargo, do Tribunal de Justiça de São Paulo, Comarca de Apiaí.

O conteúdo do Projeto Semeando foi dividido em três estações presenciais, que trabalharam os seguintes temas: Identidade e papel do CDC na comunidade; Estrutura e dinâmica do CDC; e Planejamento e avaliação. No primeiro encontro, foram mapeados os talentos e desafios de cada participante a fim de serem formados grupos de trabalho. As atividades da formação foram desenvolvidas por meio da metodologia lúdico-pedagógica, marca registrada do FICAS, além de acompanhamento à distância para apoio técnico dos grupos.

"Foi um privilégio participar do Semeando! Acredito que ele veio ao encontro de nosso anseio de definir e fortalecer a identidade do CDC e também buscar sua legitimidade social. O FICAS se despediu deixando um grupo muito mais entrosado: cada membro ciente de seu papel e motivado a permanecer unido para a execução dos planos de trabalho elaborados ao longo da formação", declara também Mariana, do polo de Apiaí. "O projeto nos proporcionou um tempo para pensar e sistematizar nossas conquistas e identificar os próximos desafios. Tudo isso despertou em nós o desejo de atuar ativamente e fazer parte da historia que será escrita pelo CDC nos próximos anos", completa.

A participante do polo de Candiota (RS), Hulda Alves Barreto, da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural - EMATER/RS, concorda que o projeto contribuiu para que os integrantes se apropriassem mais do Comitê, criando vínculos e fortalecendo o grupo. "Também gostaria de destacar a metodologia e os facilitadores, que, de forma leve, conseguiram passar muitas informações. Considerando que tenho bastante experiência com metodologias dentro da organização em que trabalho, considero as práticas do FICAS excelentes, extremamente facilitadoras da aprendizagem!", diz.

> Confira fotos da formação no Facebook.
> Saiba mais sobre o Instituto InterCement.

(Foto: Franklin Felix/ FICAS)


FICAS realiza visitas de acompanhamento de programas apoiados pelo FIES
A parceria técnica com o Itaú segue desde 2005. Os programas são das áreas de Educação Infantil, Educação Ambiental e Educação.

Organizações de diversos estados brasileiros receberam a visita técnica do FICAS durante os meses de setembro e novembro de 2017. Os encontros fazem parte do acompanhamento oferecido pelos editais 2015 e 2016 do PIPS FIES (Programa de Investimento em Programas Sociais - Fundo Itaú Excelência Social), que direciona para organizações da sociedade civil 50% da taxa administrativa do fundo de investimento de mesmo nome.

Além da assessoria técnica do processo seletivo, o FICAS é responsável pelo acompanhamento e apoio técnico aos programas por dois anos. Os encontros dos últimos meses incluiram um diálogo com os gestores/as do programa, para entender quais foram os principais avanços e desafios do programa apoiado pelo FIES e uma oficina de formação sobre Avaliação com toda equipe. Este também é um momento de reflexão sobre a prática da organização, identificando elementos que possam contribuir para a melhoria do programa.

"Para a APAE, foi um estímulo sem tamanho ser contemplada pelo FIES, como uma luz indicando que estamos no rumo certo. Este apoio serviu para aprimorarmos nossos atendimentos junto aos usuários e seus familiares, assim como para a aquisição de equipamentos importantíssimos para a realização de fisioterapia e fonoaudiologia que não tínhamos como adquirir. Contribuiu também para a reforma dos espaços de atendimento e ainda falta a aquisição de mobílias, que serão compradas com a terceira parcela do apoio financeiro", conta Denise Pereira, coordenadora pedagógica da APAE Santarém (PA).

A formação para a APAE também reuniu as equipes das organizações da região, SEARA e Saúde e Alegria. "Foi interessante compartilhar a formação, porque permite a integração entre as instituições, uma maior contribuição sobre o tema da Avaliação, além de possibilitar  primeiras conversas sobre parcerias para futuros projetos", comenta Denise.

"Os encontros realizados pelo FICAS sempre são espaços ricos para a troca de conhecimentos e experiências, nos proporcionando um momento de parada para reflexão sobre a nossa forma de estar e de fazer os projetos. São momentos em que podemos dialogar sobre os pontos positivos e desafiadores da nossa caminhada e pensar em alternativas de forma coletiva", declara Eudázio Nobre de Brito, gestor administrativo do IDESQ – Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Qualificação Profissional. "A metodologia utilizada é muito cuidadosa, leve, participativa, inclusiva, sem esquecer a fundamentação teórica", completa. O IDESQ foi contemplado pelo FIES 2016 e também já havia recebido o apoio em 2013.

Lançado em 2004, o FIES apoia programas de atendimento direto e formação de educadores/as nas áreas de Educação Infantil, Educação Ambiental e Educação para o Trabalho. Até sua 12ª edição, destinou mais de R$ 30 milhões a programas desenvolvidos por 165 organizações, beneficiando mais de 36,5 mil crianças e jovens e 3,4 mil educadores/as.

> Confira fotos do acompanhamento do FICAS no Facebook.
> Saiba mais sobre o FIES: www.itau.com.br/fies.

(Foto: Andreia Saul/ FICAS)

 

O FICAS em Ação é um informativo mensal que reúne notícias sobre os programas, assessorias e ações do FICAS. 
Para receber os informativos por e-mail, escrever para comunicacao@ficas.org.br.
Jornalista responsável: Paula Rodrigues